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O Blues tem rosto

Quantos, ei, pobre homem! Já ouviu?
Caminhou pela noite e sentiu dor...
Chorou pra não falar de seu amor...
Guardou no peito aquilo que sentiu?

Foi com seu, puro, olhar que a flor sorriu
Viu que Ela era música, gesto e odor
Sentou no chão, simples, alma e Calor
Pegou o lápis, som que ninguém ouviu

Foi seu primeiro blues, vinte e seis
Pela estrada, moto e vinho, sua fé
Percorreu o mundo, restou-lhe boa voz

Face, pura dor, fez oitenta e seis
Sua velha guitarra, nobre, de pé
É digno em ser, canto, soul, feroz!

Leandro

Foto retirada de Reconstrucion.

Eco ama, mas foge...

Ia Zeus, no bosque paquerava
Muitas ninfas, desejo a saciar
Galante, não hesitava em flertar
Hera, sua esposa, suspeitava

Marido e rei Hera procurava
Ninfa Eco intervém! A sussurrar...
Voz aveludada com dom de falar
Livra Zeus, que a casa voltava

Hera desconfia, e tudo descobre
Vinga-se da ninfa Eco, e age:
Do dom de Eco resta o estresir

Eco ama Narciso, mas só sofre
Como não pode declarar-se foge
Às montanhas, triste, a nos repetir

Leandro